Histórico


Votação
 Dê uma nota para meu blog


Outros sites
 Instituto André Luiz
 Portal Nosso Lar


 
Recanto Espírita - Blog do Instituto André Luiz


O SANTUÁRIO SUBLIME

"No corpo humano, temos na Terra o mais sublime dos santuários e uma das super maravilhas da Obra Divina." - Emmanuel

Noutro tempo, as nações admiravam como maravilhas o Colosso de Rodes, os Jardins Suspensos da Babilônia, o Túmulo de Mausolo, e, hoje, não há quem fuja ao assombro, diante das obras surpreendentes da engenharia moderna, quais sejam a Catedral de Milão, a Torre Eiffel ou os arranha-céus de Nova Iorque.

Raros estudiosos, no entanto, se recordam dos prodígios do corpo humano, realização paciente da Sabedoria Divina, nos milênios, templo da alma, em temporário aprendizado na Terra.

Por mais se nos agigante a inteligência, até agora não conseguimos explicar, em toda a sua harmoniosa complexidade, o milagre do cérebro, com o coeficiente de bilhões de células; o aparelho elétrico do sistema nervoso, com os gânglios à maneira de interruptores e células sensíveis por receptores em circuito especializado, com os neurônios sensitivos, motores e intermediários, que ajudam a graduar as impressões necessárias ao progresso da mente encarnada, dando passagem à corrente nervosa, com a velocidade aproximada de setenta metros por segundo; a câmara ocular, onde as imagens viajam, da retina para os recônditos do cérebro, em cuja intimidade se incorporam às telas da memória, como patrimônio inalienável do espírito; o parque da audição, com os seus complicados recursos para o registro dos sons e para fixação deles nos recessos da alma, que seleciona ruídos e palavras, definindo-os e catalogando-os na situação e no conceito que lhes são próprios; o centro da fala; a sede miraculosa do gosto, nas papilas da língua, com um potencial de corpúsculos gustativos que ultrapassa o número de 2.000; as admiráveis revelações do esqueleto ósseo; as fibras musculares; o aparelho digestivo; o tubo intestinal; o motor do coração; a fábrica de sucos do fígado; o vaso de fermentos do pâncreas; o caprichoso sistema sangüíneo, com os seus milhões de vidas microscópicas e com as suas artérias vigorosas, que suportam a pressão de várias atmosferas; o avançado laboratório dos pulmões; o precioso serviço de seleção dos rins; a epiderme com os seus segredos dificilmente abordáveis; os órgãos veneráveis da atividade genésica e os fulcros elétricos e magnéticos das glândulas no sistema endocrínico.

No corpo humano, temos na Terra o mais sublime dos santuários e uma das super maravilhas da Obra Divina...

Da cabeça aos pés, sentimos a glória do Supremo Idealizador que, pouco a pouco, no curso incessante dos milênios, organizou para o espírito em crescimento o domicílio de carne em que alma se manifesta. Maravilhosa cidade estruturada com vidas microscópicas quase imensuráveis, por meio dela a mente se desenvolve e purifica, ensaiando-se nas lutas naturais e nos serviços regulares do mundo, para altos encargos nos círculos superiores.

A bênção de um corpo, ainda que mutilado ou disforme, na Terra, é como preciosa oportunidade de aperfeiçoamento espiritual, o maior de todos os dons que o nosso Planeta pode oferecer.

Até agora, de modo geral, o homem não tem sabido colaborar na preservação e na sublimação do castelo físico. Enquanto jovem, estraga-lhe as possibilidades, de fora para dentro, desperdiçando-as impensadamente, e, tão logo se vê prejudicado por si mesmo ou prematuramente envelhecido, confia-se à rebelião, destruindo-o de dentro para fora, a golpes mentais de revolta injustificável e desespero inútil.

Dia surge, porém, no qual o homem reconhece a grandeza do templo vivo em que se demora no mundo e suplica o retorno a ele, como trabalhador faminto de renovação, que necessita de adequado instrumento à conquista do abençoado salário do progresso moral para a suspirada ascensão às Esferas Divinas.

EMMANUEL
(Do livro "Roteiro", 3, FCXavier, edição FEB)



Escrito por Instituto André Luiz às 19h28
[] [envie esta mensagem] []



PRECEITOS DE PAZ

Agora é o seu mais belo momento de realizar o bem.
Ontem passou e amanhã está por vir.
Qualquer encontro é uma grande oportunidade.
Pense nas sementes minúsculas de que a floresta nasceu.
Não deixe de falar, mas aprenda a ouvir.
Quem sabe escutar pacientemente, encontra pistas notáveis para o êxito no serviço que abraçou.
Fuja de cultivar conversações menos dignas.
O interlocutor terá vindo buscar o seu respeito a Deus e à vida, a fim de equilibrar-se.
Não dê tempo às lamentações.
Meia hora de trabalho, no auxílio ao próximo, muitas vezes consegue alterar profundamente os nossos destinos.
Não mostre rosto triste.
Muita gente precisa de sua alegria para levar alegria aos outros.
Não menospreze quem bate à porta, conquanto nem sempre esteja você disponível.
Em muitas ocasiões, aquele que aparentemente incomoda é o portador de grande auxílio.
A ninguém considere inútil ou fraco.
Um palácio, comumente, é construção enorme; no entanto, nem sempre oferece agasalho ou acesso, sem a colaboração de uma chave.
Não persista em obstinações, reações ou discussões desnecessárias.
Em muitos casos, um simples prego, atacando uma roda, pode retardar a viagem num carro perfeito.
Auxilie a todas as criaturas que lhe partilham o clima individual.
Ainda mesmo na doença mais grave ou na penúria mais avançada, você pode prestar um grande serviço ao próximo: você pode sorrir.

ANDRÉ LUIZ
Francisco Cândido Xavier



Escrito por Instituto André Luiz às 09h15
[] [envie esta mensagem] []



 

Menina de 12 anos escreve obra sobre educação sexual para adolescentes
(Relações sexuais, gravidez e aborto) 

"Eu queria saber como fazem para enganar as pessoas". Assim começa um texto escrito por Mercedes Eugenia Cardinali, uma menina de apenas 12 anos de idade, que se atreveu a questionar toda a política de educação sexual existente na Argentina.
No texto – com o que obteve o terceiro lugar no concurso literário "Ex Governador Basso", organizado pelo Clube de Leões das Flores em Buenos Aires– Mercedes se pergunta por que nas escolas ensinam às crianças "os métodos abortivos e o uso de preservativos" e por que "toda sexta-feira ou sábado de noite, cada adolescente tende a ter relações sexuais com uma pessoa que não conhece, certos de que o bebê não existe, confiando totalmente nos anticoncepcionais".

Para a menor, esta confiança é "causa da ignorância que cada um possui de seu ser, já que se sabe, por pesquisas feitas sobre o caso, que este método não é cem por cento seguro. Sim, embora não dê para creditar, não evitam nem a AIDS nem a gravidez".

Ao referir-se ao aborto, a pequena Mercedes escreve que embora "para algumas pessoas seja muito simples, eu, ao ter lido um livro sobre o tema, estou segura de nunca fazê-lo" porque abortar é "matar uma criança, nada mais que mais fácil, porque não pode escapar ao estar dentro da barriga, e é muito mais indefeso porque ainda não desenvolveu todo seu organismo".

A menina que cursa sexto ano de escola fundamental, comentou que escreveu isto para que as pessoas a escutem e "repensem se alguma vez pensavam em usar estes métodos", e esclareceu que os temas relacionados à sexualidade e aos métodos abortivos deve ser entendidos desde pequenos porque "o melhor é casar-se com a pessoa que realmente se ama, desde seu físico até seus pensamentos", de modo que quando "se queira ter relações sexuais, procure a pessoa que soube dizer que sim diante do altar, e aí não importa se ficar grávida; mais ainda, o casal ficará feliz".  (Fonte: ACI Digital)

Fontes (Portal UOL):
http://amaivos.uol.com.br/templates/amaivos/noticia/noticia.asp?cod_Canal=38&cod_noticia=6364
http://www.catholicnewsagency.com/new.php?n=5279

Bom domingo a todos!



Escrito por Instituto André Luiz às 11h38
[] [envie esta mensagem] []



ANTE OS QUE PARTIRAM...

Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporte para o grande silêncio.
Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos,  e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.
Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito de um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos; uma companheira cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalecente para não mais se erguer, ou um semblante materno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima.
Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rolaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo a lousa imóvel, e os que soluçaram de angústia no ádito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram.
Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.

Também eles pensam e lutam, sentem e choram.

Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio.
Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhe diz respeito.
Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegrias.
Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto.
Tranqüiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.
Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras.E, vencedo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta,  sobre o monte  empedrado, mas ressuscitou aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim.

EMMANUEL
(Do Livro “Religião dos Espíritos”. 58, Francisco Cândido Xavier, FEB)




Escrito por Instituto André Luiz às 17h40
[] [envie esta mensagem] []



Reflexão inadiável

MORTE

Sendo a mente o espelho da vida, entenderemos sem dificuldade que, na morte, lhe prevalecem na face as imagens mais profundamente ínsculpidas por nosso desejo, àcusta da reflexão reiterada, de modo intenso. Guardando o pensamento — plasma fluídico — a precisa faculdade de substancializar suas próprias criações, imprimindo-lhes vitalidade e movimento temporários, a maioria das criaturas terrestres, na transição do sepulcro, é naturalmente obcecada pelos quadros da própria imaginação, aprisionada a fenômenos alucinatórios, qual acontece no sono comum, dentro do qual, na maioria das circunstâncias, a individualidade reencarnada, em vez de retirar-se do aparelho físico, descansa em conexão com ele mesmo, sofrendo os reflexos das sensações primárias a que ainda se ajusta.
Todos os círculos da existência, para se adaptarem aos processos da educação, necessitam do
hábito, porque todas as conquistas do espírito se efetuam na base de lições recapituladas.
As classes são vastos setores de trabalho específico, plasmando, por intermédio de longa
repercussão, os objetivos que lhes são peculiares naqueles que as compõem.
É assim que o jovem destinado a essa ou àquela carreira é submetido, nos bancos escolares,
a determinadas disciplinas, incluindo a experiência anterior dos orientadores que lhe
precederam os passos na senda profissional escolhida.
O futuro militar aprenderá, desde cedo, a manejar os instrumentos de guerra, cultuando as
instruções dos grandes chefes de estratégia, e o médico porvindouro deverá repetir, por anos sucessivos, os ensinos e experimentos dos especialistas, antes do juramento
hipocrático.
Em todas as escolas de formação, vemos professores ajustando a infância, a mocidade e a
madureza aos princípios consagrados, nesse ou naquele ramo de estudo, fixando-lhes personalidade particular para determinados fins, sobre o alicerce da reflexão mental
sistemática, em forma de lições persistentes e progressivas.
Um diploma universitário é, no fundo, o pergaminho confirmativo do tempo de recapitulações
indispensáveis ao domínio do aprendiz em certo campo de conhecimento para efeito de serviço
nas linhas da coletividade.
Segundo o mesmo principio, a morte nos confere a certidão das experiências repetidas a que
nos adaptamos, de vez que cada espírito, mais ou menos, se transforma naquilo que imagina.

É deste modo que ela, a morte, extrai a soma de nosso conteúdo mental, compelindo-nos a viver, transitoriamente, dentro dele. Se esse conteúdo é o bem, teremos a nossa parcela de céu, correspondente ao melhor da construção que efetuamos em nós, e se esse conteúdo é o mal estaremos necessariamente detidos na parcela de inferno que corresponda aos males de nossa autoria, até que se extinga o inferno de purgação merecida, criado por nós mesmos na intimidade da consciência.
Tudo o que foge à lei do amor e do progresso, sem a renovação e a sublimação por bases,
gera o enquistamento mental, que nada mais é que a produção de nossos reflexos pessoais acumulados e sem valor na circulação do bem comum, consubstanciando as idéias fixas em que passamos a respirar depois do túmulo, à feição de loucos autênticos, por nos situarmos
distantes da realidade fundamental.
É por esta razão que morrer significa penetrar mais profundamente no mundo de nós mesmos,
consumindo longo tempo em despir a túnica de nossos reflexos menos felizes, metamorfoseados em região alucinatória decorrente do nosso monoideísmo na sombra, ou transferindo-nos simplesmente de plano, melhorando o clima de nossos reflexos ajustados ao bem, avançando em degraus conseqüentes para novos horizontes de ascensão e de luz.

EMMANUEL
(Pensamento e Vida, 29, FCXavier)




Escrito por Instituto André Luiz às 17h15
[] [envie esta mensagem] []



ORIENTAÇÃO ESPÍRITA

Declaras-te necessitado de orientação para que te faças melhor ante o Cristo de Deus; todavia, o Espiritismo, em nos revelando a Vida Maior, expõe claramente a essência e o plano de nossas obrigações.
Todos somos férteis em petições ao Senhor, invocando-lhe auxilio, esquecendo-nos, contudo, de que no campo das necessidades humanas clama o Senhor igualmente por nossos braços.
Não peças, assim, a outrem para que te empreste os ouvidos.
Ouçamos o apelo da Esfera Superior que nos pede melhoria para que o mundo melhore.
Do degrau de conhecimento a que te elevas, descortinarás o vale imenso em que se movem nossos irmãos nos labirintos da experiência.
Muitos enlouqueceram de dor sobre o ataúde de um coração, em troca do qual dariam a própria vida, outros jazem parafusados em catres de sofrimento. Multidões deles mascaram-se de alegria, despedaçados intimamente por lâminas de aflição e remorso, e outros muitos se alistam, a serviço das trevas, arrastando-se, espantados, na lama taciturna do crime...
Contempla as estradas que se entrecruzam na sombra. Há quem agoniza no desespero, quem se afoga no vício, quem cambaleia de angústia, quem se requeima, sem perceber, no fogo da ambição desmedida, quem transfigura a oração em blasfêmia e quem mitiga a sede nas próprias lágrimas.
Desce do pedestal em que te levantas e estende-lhes mãos amigas.
Quem sabe?
É possível que semelhantes companheiros de luta estejam contigo, entre as paredes da própria casa.
Envolvidos no nevoeiro da ilusão e da ignorância, rogam-te socorro na cartilha do exemplo, para que se libertem do desajuste a que se escravizam.
Não te queixes, nem te revoltes.
Não censures, nem firas.
Ampara-os a todos, como e quanto puderes.
Não importa pertençam a outros lares, outros credos, outras raças, outras bandeiras...
A caridade, filha de Deus, não tem ponto de vista. Recorda que o Senhor, cada dia, te situa a presença no lugar certo, onde possas servir mais e melhor, no momento justo.
Desse modo, não solicites ao irmão do caminho te trace roteiro às atividades, porque o próximo está vinculado a problemas que desconheces.
Lembra-te de que somos chamados a ajudar e sublimar hoje e sempre, e de que, se estás anotado entre os homens pela feição que aparentas, perante a Verdade serás conhecido pelo que és.
Empenha-te, pois, em merecer a aprovação da tua consciência pelo bem que pratiques e pela justiça que faças, pela paz que entesoures e pela tarefa que realizes, porqüanto, se te devotas ao serviço da perfeição em ti mesmo, perceberás, no que tange ao aprimoramento dos outros, que, seja onde for e com quem for, a Bondade de Deus fará sempre o resto.

EMMANUEL
(FCXavier, A Religião dos Espíritos, 30, Reunião pública de 27/4/59
Questão nº 802, FEB)



Escrito por Instituto André Luiz às 07h53
[] [envie esta mensagem] []



A CANDEIA

A candeia luminosa, acima do velador, não é somente um problema de verbalismo doutrinário.
Claro que as nossas convicções públicas revelam pensamento aberto e coração arejado, na sincera demonstração de nossas concepções mais intimas. O ensinamento do Cristo, porém, lançou raízes mais profundas no solo do nosso entendimento.
A lâmpada acesa da lição divina é, antes de tudo, o símbolo de nossa atitude positiva, nos variados ângulos da existência.
O discípulo do Evangelho é convidado a afirmar-se, no mundo, a cada instante.
Se foste ofendido, não conserves a luz do perdão nas dobras obscuras dos melindres enfermiços.
Se encontraste a dificuldade, não escondas a coragem nos resvaladouros da fuga.
Se foste surpreendido pela provação, não enterres o talento da fé no deserto do desânimo.

Se foste tocado pela dor, não arremesses a esperança ao despenhadeiro da indiferença.
Se sofres perseguição e calúnia, não arrojes a oração no precipício do desespero.
Se a luta te impôs a marcha entre espinheiros, oferecendo-te fel e vinagre, não ocultes o teu valor espiritual, sob os detritos da inconformação ou do desalento.
Faze a tua viagem na Terra, em companhia do Amigo Celestial, de coração elevado à Vontade Divina, de cabeça erguida na fidelidade à religião do dever bem cumprido, de consciência edificada no bem invariável e de braços ativos e diligentes na plantação das boas obras.
Não disfarces os teus conhecimentos de ordem superior e aprende a usá-los, em benefício dos semelhantes e em favor de ti mesmo, porque assim, ainda mesmo que o sacrifício supremo na cruz se te faça prêmio entre os homens, adquirirás na Vida Maior a felicidade de haver buscado a luz da própria sublimação.

EMMANUEL
NASCER E RENASCER, 9
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER



Escrito por Instituto André Luiz às 20h21
[] [envie esta mensagem] []



Quem odeia

Existe uma lei que rege o universo, que é a Lei de Causa e Efeito. Identificada por Newton quando dos estudos da física, onde é chamada de "ação e reação", ela parte do pressuposto que toda a ação que praticamos produz um resultado que invariavelmente retornará para nós.
Tal ensinamento pode ser retirado das lições de Cristo, dentre as quais podem ser usadas como exemplo aquela  em discorre acerca dos frutos de cada árvore como também a parábola dos talentos.
Tal lei, entretanto, tem uma abrangência muito maior do que as vezes nos ocorre. Ela não se aplica apenas ao recebermos de volta o fruto de nossas ações para com os outros. Ela abrange também as ações que temos para conosco e o pensamento que temos para com o nosso próximo.
A medicina moderna estuda atentamente o fenômeno da somatização de doenças, presenciada principalmente no câncer, o qual, na maioria dos casos, é apenas o reflexo no corpo físico das amarguras que trazemos em nossa alma ou em nosso coração, como preferirem. Além disso, quando desejamos o mal ao próximo, abaixamos nosso padrão vibratório e nos tornamos suscetíveis a influências negativas de nosso meio. O pensamento, por vezes, é mais forte do que as palavras, pois por ele alcançamos pessoas que não estão fisicamente próximas de nós, seja para o bem, seja para o mal. Contudo, esse mesmo mal que estaremos plantando com o nosso pensamento, colheremos ao estarmos baixando nosso padrão vibratório. 
A diferença entre a mosca e a abelha, é que a primeira é capaz de encontrar uma chaga em um corpo sadio enquanto a segunda consegue encontrar uma flor em um pântano. Tudo, em nossa vida, é uma questão de escolhas... e os desdobramentos positivos e negativos serão apenas fruto dessas escolhas que fazemos. 
 
Grande abraço,
Eduardo                              
 
QUEM ODEIA OS OUTROS ACABA PREJUDICANDO A SI PRÓPRIO.
 
"Quem amaldiçoa os outros provoca a própria ruína. Se enviarmos maus pensamentos aos outros, as más vibrações retornarão, causando-nos sérios danos. O oposto também é válido: se orarmos pela felicidade dos semelhantes, as vibrações mentais benéficas retornarão e seremos abençoados."
 
Do livro A Verdade da Vida,  Mensagem 305, vol. 7 - M.T.
___________________________________________
 
Instituto de Divulgação Espírita André Luiz
Ideal André Luiz
www.institutoandreluiz.org/
"Junte-se a nós neste ideal: divulgue o Espiritismo."



Escrito por Instituto André Luiz às 09h37
[] [envie esta mensagem] []



SENTIMENTO

Amigos.
Em nossas relações com o Senhor, com os nossos Semelhantes, com a Vida e com a Natureza, é importante lembrar que a nossa própria alma produz os modelos sutis que nos orientam as atividades de cada dia.
Tanto quanto a segurança de um edifício corresponde ao projeto a que se subordina, o êxito ou o fracasso em nossos menores empreendimentos correspondem à nossa atitude espiritual.
Sabemos em fotografia que o clichê é a imagem negativa obtida na câmara escura, do qual podemos extrair inumeráveis provas positivas. Assim também o pensamento é a matriz que compomos na intimidade do ser, com a qual é possível criar infinitas manifestações de nossa individualidade.
Mas a formação do clichê depende da película sensível que, em nosso caso, é o sentimento antecedendo-nos toda e qualquer elaboração de ordem mental.
É imprescindível, dessa forma, melhorar sempre e cada vez mais as nossas aquisições de fraternidade, entendimento e simpatia.
A estrela é conhecida pela luz que desprende de si mesma.
A presença da flor é denunciada pelo perfume que lhe é característico.
A criatura é identificada pelas irradiações que projeta.
Sorvemos idéias, assimilamos idéias e exteriorizamos idéias todos os dias.
É imperioso, assim, em nosso intercâmbio uns com os outros, observar os nossos estados sentimentais nas bases de nossas reflexões e raciocínios, como origens de nossa vitória ou de nossa derrota no campo de luta vulgar.
Ilustrando-nos a conceituação despretensiosa, evoque¬mos a natureza para simbolizar alguns de nossos sentimentos e clarear, tanto quanto possível, a lição que a experiência nos oferece.
O ódio é comparável à hiena, espalhando terror e morte.
A inveja é semelhante à serpente que rasteja, emitindo raios de venenoso magnetismo.
O ciúme parece um lobo famulento, estendendo aflição e desconfiança.
A agressividade assemelha-se ao ouriço, arremessando espinhos na direção daqueles que lhe respiram a presença.
O amor é comparável ao sol que aquece e ilumina.
A compreensão copia a fonte amiga.
A tolerância fraterna é qual árvore que serve e ajuda sempre.
A gentileza é irmã da música construtiva, desdobran¬do consolações e mitigando o infortúnio.
O sentimento elevado gera o pensamento elevado e o pensamento elevado garante a elevação da existência.
Sintamos bem, para bem refletir, assegurando o bem na estrada que fomos convidados a percorrer.
Em verdade, o pensamento é a causa da ação, mas o sentimento é o molde vibrátil em que o pensamento e a causa se formam.
Sentindo, modelamos a idéia.
Pensando, criamos o destino.
Atendamos à higiene mental, entretanto não nos esqueçamos de que a casa, por mais brilhante e por mais limpa, não viverá feliz sem alimento. E a bondade é o pão das almas.
Em razão disso, recomendou-nos o Divino Mestre, em sua lição imperecível: — «Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.»

AULUS*
Instruções Psicofôncias - FCXavier

* Trata-se do benfeitor espiritual a que se refere André Luiz em seu livro “Nos Domínios da Mediunidade”.



Escrito por Instituto André Luiz às 10h00
[] [envie esta mensagem] []



Queridos amigos, desejamos um final de semana lindo para todos, com muito amor no coração e paz na alma. Que Jesus irmão os acompanhe!
Abraço com carinho,
Lori

CAMINHO DE LUZ

Para qualquer estação de melhoria e progresso, aperfeiçoamento e elevação, o trabalho no bem será sempre o caminho de luz.
Se te dizes inexperiente, acharás no trabalho a precisa maturação.
Se te declaras em condições de fraqueza, é a escola que te fará forte, ante as exigências edificantes da vida.
Se te afirmas sem méritos, o trabalho é a via de acesso a eles.
Se inibições ou angústias te cerceiam as manifestações, é o processo mais rápido de extingui-las.
Se te asseveras nas sombras da ignorância, é a lâmpada acesa que te clareará a existência sob a forma de estudo,
Se companheiros te abandonam, é o meio de obter outros muitos ao nível de teus encargos.
Se adversários te incomodam, é a norma de ação para que te respeitem.
Se a necessidade te bate à porta, é a providência com que a liqüidas.
Se mágoas te aniquilam as horas, é o dissolvente que as destrói.
Se calúnias te apedrejam, é o lugar em que as desmentes.
Se a perseguição te fustiga, é a posição em que a justiça te assegura defesa.
Se a tentação te assedia, é o método de frustrá-la.
Se caíste em erro, é o apoio em que te reergues.
Se alguém te hum ilha, é a força que te levanta.
Se sofreste prejuízos, é o campo em que te refazes.
Se a solidão te ensombra os dias, é o clima que te enriquecerá de afeições.
Trabalha sempre, notadamente construindo a felicidade alheia e estarás edificando a própria felicidade.
O amor é Deus na criatura, gerando bênçãos.
O trabalho é a criatura em Deus, realizando prodígios.

EMMANUEL
Do livro Nascer e Renascer, 14, Francisco Cândido Xavier



Escrito por Instituto André Luiz às 19h48
[] [envie esta mensagem] []



Bom dia, queridos!
Todos dormiram bem? Tiveram lindos sonhos? Não lembra? Que pena... Mas isso não tem muita importância. Raramente lembramos dos sonhos que tivemos. O que não significa que não sonhamos, ou melhor, que não nos movimentamos no Plano Espiritual durante o repouso físico.

Este é o X (maiúsculo mesmo) do problema. Querendo ou não, nos movimentamos sempre, no Plano Espiritual, toda vez que nosso corpo adormece na cama quentinha. Nós nos movimentamos por livre e espontânea vontade (muito raro) ou levados por espíritos afins, e com os quais visitamos os mais diferentes sítios na Espiritualidade, de acordo sempre com nosso padrão mental e espiritual.

Pois bem: Acerca desse assunto, certa feita o Espírito Calderaro, e que pode ser encontrado tecendo grandes ensinamentos acerca das enfermidades mentais ao nosso querido André Luiz, no livro "No mundo Maior", comunicou-se em uma reunião, através da mediunidade de Chico Xavier, fornecendo, via psicofonia, a bela mensagem "Além do Sono".

É esta a mensagem que quero passar para vocês hoje, neste domingo que desejo lindo e feliz a todos.
Uma nova semana está se iniciando.
Que após a leitura da mensagem, todos nós possamos iniciar também uma nova etapa nas visitações espirituais de toda a noite.
Que nossa alma se liberte pelo sono físico apenas para crescer para Deus.
Que se encontre sempre com o amados no Além não para chorar ou se desesperar, mas sim para tecer novos sonhos, na feliz esperança do Amanhã.
Que em busca de recursos, nossas mãos se estendam para apanhar o ouro da amizade, as jóias do Bem, as moedas da fraternidade...
Que em busca de amor,  seja ele o amor da consciência tranqüila, das comunhões abençoadas por Deus...
Que a luz seja a do Mais Alto, que o brilho seja do coração.
Que resplandeça no secreto de nossos desejos, apenas o que for grande, puro e bom!...

Tenham todos um ótimo domingo... E hoje, amanhã e sempre, uma boa noite feliz, na companhia de Deus!
Beijos,
Lori

"A nossa reunião na noite de 17 de fevereiro de 1955 foi assinalada por verdadeiro regozijo. É que, através dos recursos psicofónicos do médium, nosso grupo recebeu pela primeira vez a palavra direta do Instrutor Espiritual Calderaro (1), cuja presença nos sensibilizou muitíssimo. Em sua alocução aborda alguns apontamentos alusivos à nossa conduta espiritual durante o sono físico, estudo esse que consideramos de real valor para a nossa edificação.

ALÉM DO SONO

Calderaro*

De passagem por nosso templo, rogo vênia para ocupar-lhes a atenção com alguns apontamentos ligeiros, em torno de nossas tarefas habituais.
Dia e noite, no tempo, simbolizam existência e morte na vida.
Não há morte libertadora sem existência edificante.
Não há noite proveitosa sem dia correto.
Vocês não ignoram que a atividade espiritual da alma encarnada estende-se além do sono físico; no entanto, a invigilância e a irresponsabilidade, à frente de nossos compromissos, geram em nosso prejuízo, quando na Terra, as alucinações hipnogógicas*, toda vez que nos confiamos ao repouso.
É natural que o dia mal vivido exija a noite mal assimilada.
O espírito menos desperto para o serviço que lhe cabe, certamente encontrará, quando desembaraçado da matéria densa, trabalho imperioso de reparação a executar.
Por esse motivo, grande maioria de companheiros encarnados gasta as horas de sono exclusivamente em esforço compulsório de reajuste.
Mas, se o aprendiz do bem atende à solução dos deveres que a vigília lhe impõe, torna-se, como é justo, além do veículo físico, precioso auxiliar nas realizações da Esfera Superior.
Convidamos, assim, a vocês, tanto quanto a outros amigos a quem nossas palavras possam chegar, à tarefa preparatória do descanso noturno, através do dia retamente aproveitado, a fim de que a noite constitua uma província de reencontro das nossas almas, em valiosa conjugação de energias, não somente a benefício de nossa experiência particular, mas também a favor dos nossos irmãos que sofrem.
Muitas atividades podem ser desdobradas com a colaboração ativa de quantos ainda se prendem ao instrumento carnal, principalmente na obra de socorro aos enfermos que enxameiam por toda parte.
Vocês não desconhecem que quase todas as moléstias rotineiras são doenças da idéia, centralizadas em coagulações de impulsos mentais, e somente idéias renovadoras representam remédio decisivo.
Por ocasião do sono, é possível a ministração de amparo direto e indireto às vítimas dos labirintos de culpa e das obsessões deploráveis, por intermédio da transfusão de fluidos e de raios magnéticos, de emanações vitais e de sugestões salvadoras que, na maior parte dos casos, somente os encarnados, com a assistência da Vida Superior, podem doar a outros encarnados.
E benfeitores da Espiritualidade vivem a postos, aguardando os enfermeiros de boa-vontade, samaritanos da caridade espontânea, que, superando inibições e obstáculos, se transformem em cooperadores diligentes na extensão do bem.
Se vocês desejam partilhar semelhante concurso, dediquem alguns momentos à oração, cada noite, antes do mergulho no refazimento corpóreo.
Contudo, não basta a prece formulada só por só.
É indispensável que a oração tenha bases de eficiência no dia bem aproveitado, com abstenção da irritabilidade, esforço em prol da compreensão fraterna, deveres irrepreensivelmente atendidos, bons pensamentos, respeito ao santuário do corpo, solidariedade e entendimento para com todos os irmãos do caminho, e, sobretudo, com a calma que não chegue a ociosidade, com a diligência que não atinja a demasiada preocupação, com a bondade que não se torne exagero afetivo e com a retidão que não seja aspereza contundente.
Em suma, não prescindimos do equilíbrio que converta a oração da noite numa força de introdução à espiritualidade enobrecida, porque, através da meditação e da prece, o homem começa a criar a consciência nova que o habilita a atuar dignamente fora do corpo adormecido.
Consagrem-se à iniciação a que nos referimos e estaremos mais juntos.
É natural não venham a colher resultados, de imediato, nas faixas mnemônicas da recordação, mas, pouco a pouco, nossos recursos associados crescerão, oferecendo-nos mais alto sentido de integração com a vida verdadeira e possibilitando-nos o avanço progressivo no rumo de mais amplas dimensões nos domínios do Universo.
Aqui deixamos assinalada nossa lembrança que encerra igualmente um apelo ao nosso trabalho mais intensivo na aplicação prática ao ideal que abraçamos, porque a alma que se devota à reflexão e ao serviço, ao discernimento e ao estudo, vence as inibições do sono fisiológico e, desde a Terra, vive por antecipação na sublime imortalidade.

Calderaro
Instruções Psicofônicas - FCXavier

(*) Trata-se do Instrutor Espiritual a que se reporta André Luiz, em seu livro “No Mundo Maior”. — Nota do organizador.
** Hipnogógicas ou hipnagógicas: adormecimento, sonolência antes do sono verdadeiro. (Nota nossa).



Escrito por Instituto André Luiz às 09h24
[] [envie esta mensagem] []



COMEÇAR  DE  NOVO

Erros passados, tristezas contraídas, lágrimas choradas, desajustes crônicos!...
Às vezes, acreditas que todas as bênçãos jazem extintas, que todas as portas se mostram cerradas à necessária renovação!...
Esqueces-te, porém, de que a própria sabedoria da vida determina que o dia se refaça cada amanhã.
Começar de novo é o processo da Natureza, desde a semente singela ao gigante solar.
Se experimentaste o peso do desengano, nada te obriga a permanecer sob a corrente do desencanto. Reinicia a construção de teus ideais, em bases mais sólidas, e torna ao calor da experiência, a fim de acalentá-los em plenitude de forças novas.
O fracasso visitou-nos em algum tenta-me de elevação, mas isso não é motivo para desgosto e autopiedade, porquanto, freqüentemente, o malogro de nossos anseios significa ordem do Alto para mudança de rumo, e começar de novo é o caminha para o êxito desejado.
Temos sido desatentos, diante dos outros, cultivando indiferença ou ingratidão; no entanto, é perfeitamente possível refazer atitudes e começar de novo a plantação da simpatia, oferecendo bondade e compreensão àqueles que nos cercam.
Teremos perdido afeições que supúnhamos inalteráveis; todavia, não será justo, por isso, que venhamos a cair em desânimo.
O tempo nos permite começar de novo, na procura das nossas afinidades autênticas, aquelas afinidades suscetíveis de insuflar-nos coragem para suportar as provações do caminho e assegurar-nos o contentamento de viver.
Desfaçamo-nos de pensamentos amargos, das cargas de angústia, dos ressentimentos que nos alcancem e das mágoas requentadas no peito! Descerremos as janelas da alma para que o sol do entendimento nos higienize e reaqueça a casa íntima.
Tudo na vida pode ser começado de novo para que a lei do progresso e de aperfeiçoamento se cumpra em todas as direções.
Efetivamente, em muitas ocasiões, quando desprezamos as oportunidades e tarefas que nos são concedidas na Obra do Senhor, voltamos tarde a fim de revisá-las e reassumi-las, mas nunca tarde demais.

Emmanuel

(Do livro "Alma e Coração", psicografia de Francisco Cândido Xavier)



Escrito por Instituto André Luiz às 20h30
[] [envie esta mensagem] []




[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]